terça-feira, fevereiro 28, 2006

porque o nome é PRÓPRIO

Seria de menos, todavia, suspeitar sequer que a realidade, essa velha senhora, possa ser a verdadeira mãe destes dizeres tão calares.


É quando a vida vase.
É quando como quase.
Ou não, quem sabe.


Paulo Leminski,
Distraídos Venceremos
(Brasiliense)

por que as pessoas adoram Bukowski

Lido Mamim era um homem grande, em tamanho e ambição, mas seu país era pobre e pequeno. Com os países grandes, jogava suas cartas à esquerda e à direita, barganhando e contrabarganhando com ambos os lados por dinheiro, alimentos, armas. Mas, na verdade, ele queria dominar o mundo. Era um filho da puta sanguinário, com um maravilhoso senso de humor. Compreendia que, basicamente, nenhuma vida valia nada, exeto a dele. Qualquer pessoa sobre a qual pairasse a mínima suspeita, em seu país, era assassinada e jogada no rio. Eram tantos cadáveres boiando no rio que os crocodilos ficaram empanzinados e não puderam comer mais nada.

Charles Bukowski,
Hollywood
(L&PM)